Conheça as principais classes de fundos de investimento em operação no Brasil

04/08/2021

Conheça as principais classes de fundos de investimento em operação no Brasil

classes de fundos de investimento em operação no Brasil

Atualmente existem diversos fundos de investimento em operação no Brasil e nem sempre é fácil escolher o melhor ativo para a sua carteira. Segundo dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) no Brasil existem mais de 15 mil fundos de investimento.

São inúmeras opções indicadas para investidores com perfil mais conservador e outras que são destinadas aos demais perfis, como moderado e arrojado, categorias preenchidas por pessoas que procuram por melhores rentabilidades em sua carteira, mas que compreendem que isso envolve um pouco mais de riscos.

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Continue conosco para acompanhar quais são as principais classes de fundos existentes no mercado financeiro nacional. Boa leitura!

Fundos de investimento e suas variadas classes

A classificação de um fundo determina como será sua política de investimento. Por esse motivo, trata-se de uma informação fundamental para a tomada de decisão em relação aos seus investimentos. 

investidor fazendo negociações de investimentos ao telefone

Foto: Banco de imagens Canva

Selecionamos as 8 principais classes para lhe trazer algumas características sobre elas. Confira:

1. Fundos de renda fixa

Eles são compostos por, pelo menos, 80% investimentos de renda fixa. Entre os principais estão os títulos públicos, os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) etc. 

Esta classe representa menor risco e volatilidade do mercado e faz parte da parcela mais conservadora e líquida da carteira.

Na maioria das vezes, rendem conforme o desempenho da Taxa Selic e a inflação (IPCA). Entretanto, existem ainda subtipos como:

  • Fundos de renda fixa de curto prazo: compostos por títulos com prazo de vencimento máximo de 375 dias (ou 60 dias de prazo médio da carteira);
  • Fundos de renda fixa referenciados: compostos por ativos que acompanham a variação de um determinado indicador (benchmark), como no caso dos fundos DI, que seguem a taxa DI no mercado interbancário;
  • Fundos de dívida externa: mantém 80% de seu patrimônio em títulos representativos da dívida externa.

2. Fundos de ações

Eles focam em ativos de renda variável e investem, pelo menos, 67% dos recursos em ações e outras aplicações financeiras de renda variável (bônus de subscrição, certificados de depósito de ações etc.).

Trata-se de uma excelente alternativa para as pessoas que desejam começar a investir na bolsa de valores. Isso porque, ao adquirir um único fundo, você aportará seu capital em diversas ações e diversificará seu patrimônio. 

analisando classes de fundos de investimento investidor

Foto: Banco de imagens Canva

Os fundos possibilitam o acesso a um portfólio diversificado e facilitam o recolhimento do Imposto de Renda. Dessa forma, caso uma ação perca valor rapidamente, outras ações podem se valorizar e compensar a perda de um determinado papel.

Confira alguns tipos de fundos de ações:

  • Fundos de valor/crescimento: buscam retorno por meio da seleção de empresas com valor subavaliado na bolsa e alto potencial de valorização (método value investing);
  • Fundos de dividendos: investem em ações com bom histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos);
  • Fundos Small Caps: investem, no mínimo, 85% do patrimônio em Small Caps.

No entanto, como o fundo de ações aporta os recursos predominantemente em aplicações de renda variável, ele é mais indicado para investidores com perfil moderado ou arrojado.

3. Fundos multimercado

Como o próprio nome já diz, os fundos multimercado investem em ativos de diferentes mercados (renda fixa, ações, câmbio etc.). Por esse motivo, eles são mais diversificados. 

Entre os principais tipos existentes estão:

  • Fundos trading: exploram vários tipos de ativos para lucrar com as oscilações mercadológicas em curto prazo;
  • Fundos macro: também exploram diversas aplicações financeiras, mas baseiam-se no cenário econômico de médio e longo prazo;
  • Fundos long and short neutros: operam em renda variável (ações, opções, contratos) com neutralidade em relação ao risco, juntando posições compradas e vendidas;
  • Fundos long and short direcionais: operam em renda variável com o objetivo de maximizar ganhos e lucrar com a formação de posições compradas e vendidas.

4. Fundos de previdência privada

Destinados à construção de patrimônio a longo prazo e também para ajudarem as pessoas a construírem renda para aposentadoria, ou seja, funciona de maneira alternativa ao sistema público de previdência, também conhecido como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Caso você esteja interessado em fazer aplicações financeiras em longo prazo, os fundos de previdência privada são uma ótima ideia. Isso porque, apresentam vantagens tributárias, pois não há o efeito come cotas (recolhimento antecipado do Imposto de Renda, que acontece 2 vezes por ano).

Por meio dos planos PGBL, possibilitam o abatimento das contribuições até limite de 12% da base de cálculo do Imposto de Renda, o que também pode lhe ajudar a pagar menos tributos.

Os fundos previdenciários contam com uma fase de acumulação, na qual o investidor faz o aporte e espera o patrimônio se acumular. Na sequência, ocorre a fase do usufruto. Nesse momento, a pessoa escolhe como vai receber os recursos acumulados (de maneira parcelada ou resgate total em uma única vez).

Outro benefício fiscal observado neste tipo de classe de investimento é a opção exclusiva de tributação pela tabela regressiva do imposto de renda, que reduz as alíquotas do IR conforme o tempo de aplicação (após 10 anos, o investidor paga apenas 10%).

Também é oportuno ressaltar que os planos de previdência privada ajudam as famílias a otimizarem o planejamento sucessório, pois eles não passam por inventário.

5. FIIs – Fundos imobiliários

Trata-se de um fundo de investimento que aplica em imóveis, categorias específicas de empreendimentos (escritórios, shoppings, hospitais, escolas, etc.) e títulos do mercado imobiliário.

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Foto: Banco de imagens Canva

Eles são considerados como ativos de renda variável, devido ao risco de desocupação dos imóveis e oscilações dos preços. No entanto, eles apresentam distribuição de rendimentos de aluguéis, podendo gerar uma renda mensal ou semestral e ela é isenta de Imposto de Renda Pessoa Física.

6. Fundos de índice (ETFs)

Também conhecidos como Exchange Traded Fund (ETFs), tratam-se de fundos que espelham o desempenho de índices específicos. Entre alguns exemplos estão o Ibovespa (replica o desempenho da bolsa de valores brasileira) e o Índice Brasil (IBrX 100). 

Vale destacar que, por meio dos ETFs, torna-se possível diversificar o risco na renda variável ao investir os seus recursos em um conjunto de ativos. Além disso, o custo do investimento é reduzido pelo fato de se tratar de um conjunto de ações.

7. Fundos de Investimento no Exterior

Estes fundos possuem mais de 40% da carteira alocada em ativos internacionais. Embora sejam negociados no mercado local, são compostos por ações, títulos e demais ativos de mercados estrangeiros, como por exemplo EUA e Europa. 

Investir em fundos de investimento no exterior é a maneira mais fácil de diversificar o portfólio e minimizar o excesso de risco local, já que os ativos internacionais são, na maior parte, descorrelacionados com os ativos brasileiros.

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Foto: Banco de imagens Canva

Outro ponto interessante que podemos destacar é que o mercado lá fora é maior que o Brasil, com mais oportunidades de investimentos. Um exemplo disso, são os investimentos na área de ciências médicas e de tecnologia, que atualmente são 3 vezes maiores que o da bolsa brasileira. Interessante, não?

Os fundos de investimento no exterior podem ser classificados como: Renda Variável, Renda Fixa, Multimercado ou Cambial. Outro fator relevante nas alocações internacionais é a escolha por fundos que ofereçam proteção contra a variação cambial (hedge) ou não. 

8. Fundos cambiais

Os fundos cambiais investem na variação de moedas estrangeiras como Dólar, Euro e Libras (mínimo de 80% do patrimônio em ativos relacionados). Por esse motivo, são considerados fundos de investimentos muito utilizados para operações de hedge (para proteger o poder de compra diante da oscilação das moedas).

Vale observar que o principal índice de comparação dos fundos cambiais é o dólar, entretanto, nem todos possuem o objetivo de acompanhar sua variação.

Algumas vantagens desta classe de fundos de investimento são:

  • Mais praticidade de investimento;
  • Alta liquidez; 
  • Flexibilidade diante de possíveis crises;
  • Pode ser feito por iniciantes ou demais níveis de investidores;

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Como é possível perceber, existem diversos fundos de investimento no mercado financeiro nacional. Por esse motivo, é fundamental entender sobre as características de cada modalidade, para que você possa fazer a escolha de maneira segura e assertiva. 

Agora que você conheceu quais são as principais classes e suas características, conheça nossos fundos de investimento, que estão disponíveis para o público em geral e adequados a diferentes perfis de investidores e a seus objetivos financeiros:

  • SOMMA Torino FI Renda Fixa CP: tem por objetivo superar o CDI no longo prazo.
  • SOMMA Institucional FIM: tem por objetivo atingir o CDI+2% a.a.
  • SOMMA Polaris FIC FIM: tem por objetivo superar o CDI no longo prazo.
  • SOMMA Selection FIC FIA: tem por objetivo superar o índice Ibovespa no longo prazo.
  • SOMMA Fundamental FIA: tem por objetivo superar o índice Ibovespa no longo prazo.

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