6 principais estratégias para fundos multimercado no contexto atual

16/07/2021

6 principais estratégias para fundos multimercado no contexto atual

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Os fundos multimercado são muito utilizados para quem busca diversificação de investimentos. Nesta categoria, há maior liberdade para o time de gestão do produto, sem obrigatoriedade de alocar em apenas um tipo de ativo.

Não por acaso, há uma preferência dos investidores por esse tipo de produto de um modo geral. Segundo dados da ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais – ao final de 2020, por exemplo, mais de 60% do patrimônio investido em fundos de investimentos estavam concentrados nesta categoria.

Dada a importância deste tema para o investidor brasileiro, resolvemos reunir neste artigo as principais estratégias para fundos multimercado no contexto atual. 

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Fundos multimercados: a oportunidade de investir em vários mercados ao mesmo tempo

A indústria de fundos de investimentos traz uma enorme variedade de produtos. Entretanto, cada categoria possui suas próprias regras.

Fundos de renda fixa, por exemplo, são obrigados a ter ao menos 80% do seu patrimônio em títulos da categoria (alguns deles possuem como determinação 95% do valor investido no fundo). O mesmo vale para fundos de ações, os quais devem ter ao menos dois terços (67%) do seu patrimônio em ações listadas nas bolsas de valores.

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Foto: Banco de imagens Canva

Esse tipo de determinação não se aplica, ao menos de forma genérica, aos fundos multimercado. Os gestores, respeitando o regulamento do fundo, possuem total liberdade para selecionar os ativos de acordo com o cenário econômico, permitindo uma alocação estratégica para cada momento. Esse é, afinal, o grande diferencial deste produto.

No entanto, isso não significa que eles sejam mais fáceis ou recomendados para todos os investidores. É verdade que essa flexibilidade permite buscar os melhores investimentos em cada cenário econômico. Contudo, o uso de diferentes mercados e estratégias não elimina os riscos do mercado financeiro. Vale lembrar também que seus investimentos devem ser feitos de acordo com o seu perfil de investidor.

Ou seja, embora sejam atrativos em termos estratégicos, há maior risco para o capital investido também em relação a produtos mais seguros, como os fundos de renda fixa tradicionais. Desta forma, estes fundos são mais indicados para perfis moderados ou arrojados.

 

Principais estratégias para fundos multimercado na atualidade

Se por um lado estes fundos permitem mais flexibilidade a cada cenário econômico, por outro geram algumas dúvidas quanto à análise do produto.

 A Anbima classifica os fundos multimercado pela sua estratégia nas seguintes categorias: macro, trading, long and short neutro, long and short direcional, juros e moedas, livre, capital protegido e estratégia específica.

Afinal, quais são as principais estratégias para fundos multimercado? Onde investir seu capital? É o que iremos explicar nos tópicos abaixo.

 

1) Estratégia macro

O primeiro tipo de fundo multimercado que encontramos é aquele que se utiliza da estratégia macro. Essa é, aliás, uma das técnicas mais comuns na categoria. Em resumo, o foco do gestor está em estabelecer posições de acordo com a sua análise macroeconômica.

Para isso, o gestor do fundo pode utilizar de diversos ativos como a negociação de títulos atrelados ao mercado de juros ou inflação, mercado cambial ou mesmo renda variável, com ações e derivativos. De acordo com as perspectivas econômicas, o time responsável fará uma alocação diferente buscando se beneficiar do cenário apresentado.

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Foto: Banco de imagens Canva

 

2) Estratégia trading

A estratégia trading é mais um tipo de fundo multimercado que pode trabalhar com diversas classes de ativos como renda fixa, renda variável ou mercado cambial, por exemplo. A diferença aqui é o horizonte temporal das posições, que é orientado para o curto prazo. 

Ou seja, esse tipo de estratégia é focado em movimentações mais curtas, aproveitando de acontecimentos para lucrar com as operações financeiras. É bem comum o uso de derivativos para esse tipo de posição.

 

3) Estratégia Long & Short

Para quem gosta da renda variável, a estratégia Long & Short pode ser uma alternativa. Os termos que compõem o nome da estratégia são, na realidade, uma indicação dos dois tipos de operações existentes. Long representa uma posição comprada, enquanto que Short representa uma posição vendida.

Isso significa que o gestor de um fundo com essa estratégia tem a liberdade para ter posições em qualquer direção (comprar para depois vender ou vender a descoberto para depois recomprar o ativo). E, dentro dessas operações, ele busca rentabilizar o dinheiro do seu cotista.

 

4) Estratégia Juros e Moedas

Outro tipo de estratégia para fundos multimercado, que pode ser atrativa atualmente, é o mercado cambial, que representa a negociação de ativos relacionados às moedas internacionais — como real, dólar, euro, libra esterlina, entre outras. 

Aqui, o grande diferencial está no posicionamento em ativos de diferentes economias. O cenário do dólar, por exemplo, é completamente diferente da lira turca. Os gestores costumam gostar desse tipo de operação com diversificação geográfica, pois oferece uma visão geral da economia global.

Para o investidor brasileiro, ter uma parte do seu patrimônio no mercado cambial é uma forma de equilibrar riscos. Em períodos de crise, moedas mais fortes (como dólar ou euro) tendem a se valorizar, enquanto que moedas de economias mais frágeis (caso do Brasil) tendem a apresentar o comportamento inverso.

As posições em juros são feitas via títulos públicos (indexados à SELIC, prefixados ou indexados ao IPCA) ou via os contratos de taxas de juros negociados na B3

No mercado doméstico, há possibilidade dos fundos se beneficiarem de altas em taxas de juros, quando tomam posições indexadas à SELIC e IPCA, por exemplo. Em contrapartida, existem fundos multimercado que tomam vantagem em períodos de baixa de juros, como os prefixados, por exemplo.

Há ainda a possibilidade de trabalhar com taxas de juros no exterior, negociando títulos de renda fixa de outros países. A vantagem está na diversificação geográfica, porém, tenha em mente que países mais estáveis também oferecem uma remuneração menor, em função do risco reduzido em relação aos países emergentes, como é o caso do Brasil.

 

5 Estratégia livre

Como o próprio nome sugere, a estratégia livre confere total liberdade ao gestor do fundo para que ele faça a alocação do capital dos seus cotistas. Isto é, não há obrigatoriedade de seguir uma estratégia específica ou trabalhar com uma classe de ativo definida.

Esse é um cenário que pode ser positivo para explorar cada cenário econômico sem qualquer obrigatoriedade a manter o patrimônio em uma determinada classe de ativos. No entanto, também gera menos controle para o investidor sobre o que será feito com o seu dinheiro.

 

6) Estratégia capital protegido

Por fim, ainda temos a estratégia de capital protegido que consiste em equilibrar ativos de maior segurança da renda fixa com outras operações mais arriscadas (geralmente usando derivativos ou contratos futuros).

O objetivo aqui é fazer com que os ganhos da renda fixa sejam suficientes para cobrir as eventuais perdas da renda variável, de modo que haja uma “proteção” desse capital para o cotista.

 

Conheça os fundos multimercado da SOMMA Investimentos

Se você gostou da oportunidade de encontrar uma diversificação de ativos em um único produto, os fundos multimercado podem ser uma boa estratégia de investimento. Não se esqueça, contudo, de avaliar seus objetivos financeiros e seu perfil de investidor antes de qualquer decisão.

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Foto: Banco de imagens Canva

Como vimos ao longo do artigo, os fundos multimercado permitem trabalhar com diferentes classes de ativos de forma que, a cada cenário econômico, a composição do produto pode ser alterada para buscar a melhor relação entre risco e retorno para seu cotista.

 

Na SOMMA Investimentos, oferecemos duas versões de fundos multimercado:

  • SOMMA Institucional FIM: O SOMMA Institucional FIM tem por objetivo atingir o CDI + 2% a.a. Este produto trabalha com várias classes de ativos, mas concentra investimentos em títulos públicos, visando reduzir as oscilações de resultados. É recomendado para um perfil moderado, que aceita maior risco para superar o CDI no longo prazo.

Política de investimento deste fundo: Aplica seus recursos, principalmente, em ativos financeiros disponíveis nos mercados de renda fixa, renda variável, cambial, derivativos e cotas de fundos de investimento, negociados nos mercados interno e externo, sem o compromisso de concentração em nenhuma classe específica.

  • SOMMA Polaris FIC FIM: O SOMMA Polaris FIC FIM tem por objetivo superar o CDI no longo prazo. Possui uma estratégia mais arrojada, incrementando o risco da carteira, mas também trabalha com ativos diversificados, sem restrição a uma classe específica.

Política de investimento deste fundo: Aplica seus recursos, principalmente, em cotas do SOMMA Master Polaris Fundo de Investimento Multimercado, CNPJ: 30.556.596/0001-71, o qual investe em ativos e derivativos financeiros nos mercados de valores mobiliários brasileiro e internacional e busca oportunidades nos mercados de ações, juros, câmbio, índices de preços e derivativos referenciados em vários fatores de risco.

Lembrando que nossa empresa possui ampla experiência na gestão de recursos, com mais de oito bilhões e meio de reais sob nossa gestão. Contamos com profissionais qualificados e uma estrutura robusta, que garante a você maior tranquilidade na alocação do seu capital. Fale conosco!

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