Derivativos: o que são e para que servem?

23/12/2020

Derivativos: o que são e para que servem?

Se você já ouviu falar sobre termos como opções, contrato de futuros, swaps e contratos a termo, então você já ouviu falar de derivativos. No conteúdo de hoje, explicaremos o que são os derivativos e quais sãos os motivos para a utilização desses instrumentos financeiros.

Como o próprio nome já diz, os derivativos são ativos cujos valores e características de negociação estão atrelados aos ativos que lhes servem de referência. De maneira geral, os derivativos podem ser classificados em três grupos:

Derivativos agropecuários: têm como ativo-objeto commodities agrícolas, como café, boi, milho, soja e outros.

Derivativos financeiros: têm seu valor de mercado referenciado em alguma taxa ou índice financeiro, como taxa de juros, taxa de inflação, taxa de câmbio, índice de ações e outros.

Derivativos de energia e climáticos: têm como objeto de negociação energia elétrica, gás natural, créditos de carbono e outros.

Assim, é importante notar que quem negocia um derivativo (contrato futuro de dólar, por exemplo) não opera o dólar em si, mas um contrato baseado no seu valor no mercado à vista.

Ainda, é importante notar que existem 4 tipos mais comuns de derivativos: contratos a termo, contratos futuros, opções e swaps. Por fim, as negociações podem ser realizadas tanto no mercado de balcão quanto em Bolsas.

Outro aspecto relevante, é que um contrato de derivativo sempre ocorre entre duas partes, em uma relação com prazo e valores determinados. Com a operação, uma das partes (hedger) escolhe vender o risco que acredita que o ativo tenha, enquanto a outra parte (especulador) compra esse risco, acreditando ser possível ganhar com ele.

Para ficar mais claro, vamos utilizar um exemplo de derivativo: Suponha que 1 kg de café esteja sendo vendido atualmente a 50 reais. Sabemos que esse preço pode variar bastante em um ano, quando é o momento da próxima colheita. Assim, o produtor de café pode buscar uma proteção dessas oscilações, o que pode ser feito com contratos a termo, por exemplo. Assim, o agricultor pode vender hoje a sua safra de café que colherá daqui um ano, por um preço acordado com o comprador.

Caso o contrato seja firmado a 50 reais por kg de café, e, na data futura, o kg de café esteja sendo negociado por R$ 30,00, o vendedor do contrato (agricultor) receberá a diferença (R$ 20,00) do comprador do contrato.

Por outro lado, caso o preço esteja acima de R$ 50,00/kg, o comprador terá obtido algum ganho financeiro com a operação.

Mas no fim, para que servem os derivativos?

Como você deve ter percebido, um dos motivos para se utilizar derivativos é a proteção.  Esses instrumentos são muito utilizados para proteger o valor de um ativo de oscilações já que eles permitem fixar antecipadamente o valor de uma mercadoria ou ativo financeiro.

Ainda, outro motivo para a utilização desses instrumentos é a especulação. Diferente dos hedgers que usam derivativos para proteção, os especuladores – que cumprem a importante função de gerar liquidez nestes contratos – compram e vendem derivativos com o intuito de obter ganhos, a partir dos diferenciais de preço de aquisição e venda de cada contrato.

Por fim, algum dos investidores usam os derivativos para fazerem operações de arbitragem. Isso significa que eles procuram lucrar com diferenças de preços que encontram para um mesmo produto em diferentes mercados.

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